Na manhã desta quarta-feira (25/02), a Prefeitura de Paracatu, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em parceria com a AMNOR – Associação dos Municípios do Noroeste de Minas, promoveu a 1ª Audiência Pública do Plano Municipal de Saneamento Básico (PLAMSAN).
O encontro marcou o início das atividades voltadas à construção participativa do PLAMSAN, com a contribuição de toda a comunidade paracatuense, dando início ao processo de revisão e elaboração coletiva do novo plano, considerado instrumento essencial para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à saúde, à qualidade de vida da população e à proteção ambiental.
O Plano Municipal de Saneamento Básico é um instrumento estratégico de planejamento que orienta, de forma técnica e participativa, as ações e investimentos nas áreas de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, gestão de resíduos sólidos e drenagem de águas pluviais.
Participaram do evento o prefeito Igor Santos; o vice-prefeito Pedro Adjuto; o secretário municipal de Meio Ambiente, José Eduardo Trevisan; o secretário municipal de Limpeza Urbana, Emerson Antônio Garcia; a superintendente da AMNOR, Marília Nicole Batista Oliveira; além de vereadores e representantes da sociedade civil organizada.
Durante sua fala, o prefeito Igor Santos destacou que o município tem se empenhado em manter seus planos e certidões atualizados, cumprindo rigorosamente suas obrigações legais. Segundo ele, o novo plano é fundamental para acompanhar o crescimento acelerado da cidade.
“Hoje damos mais um passo importante na formação do nosso município. Paracatu, há muitos anos, trabalha com responsabilidade nessa linha de planejamento. O plano de saneamento básico pensa na gestão das águas, na drenagem e no crescimento da cidade, que tem avançado de forma muito significativa. Mais que dobramos a quantidade de lixo destinada ao aterro sanitário desde que assumimos a gestão, o que demonstra o quanto a cidade cresceu. Precisamos discutir como vamos preparar o futuro, avaliar os principais desafios e a vida útil do aterro, pois, se a cidade cresce, nossos equipamentos e a própria sociedade também precisam se preparar para esse crescimento”, afirmou.
A superintendente da AMNOR ressaltou que a associação está conduzindo a elaboração dos planos com foco na melhoria da qualidade de vida e no fortalecimento dos municípios associados.
“Hoje realizamos esse trabalho em sete municípios. Sabemos da importância do saneamento básico para o crescimento, o fortalecimento e a saúde da população. A AMNOR atua como parceira nesse processo, mas é fundamental o apoio da sociedade para que os planos sejam construídos de acordo com a realidade local”, destacou.
O secretário municipal de Meio Ambiente, José Eduardo Trevisan, enfatizou que o saneamento básico envolve quatro vertentes fundamentais para o desenvolvimento urbano. Ele lembrou que Paracatu vive um momento de expansão econômica e crescimento populacional, o que amplia as demandas por água, esgotamento sanitário, drenagem e gestão de resíduos sólidos.
“Paracatu de dez anos atrás era uma realidade diferente da que vivemos hoje. Somos uma cidade pujante, que cresce a passos largos. Isso exige ampliação da rede de água, do sistema de esgoto, melhorias na drenagem pluvial e atenção especial à gestão do lixo. Somos o único município do Noroeste que possui aterro sanitário licenciado e com controle ambiental, o que aumenta nossa responsabilidade. O último plano foi revisado entre 2016 e 2017 e já necessita de atualização. Esta audiência marca o início desse processo, com a construção coletiva do novo plano a partir do primeiro semestre de 2026. Precisamos do envolvimento de toda a sociedade”, concluiu.
A audiência pública representa o primeiro passo para a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico, reforçando o compromisso da administração municipal com o planejamento estratégico, o desenvolvimento sustentável e a melhoria contínua dos serviços essenciais oferecidos à população.