A raiva é uma doença viral grave que pode ser transmitida de animais para seres humanos, principalmente por meio de mordidas, arranhaduras ou lambeduras de animais infectados. A doença afeta o sistema nervoso e, após o início dos sintomas, apresenta letalidade próxima de 100%. Apesar da gravidade, a raiva pode ser prevenida por meio da vacinação e do atendimento adequado após uma possível exposição.
A Prefeitura de Paracatu por meio da Secretaria Municipal de Saúde, através da Vigilância em Saúde, reforça as orientações à população e apresenta o cenário epidemiológico de Paracatu por meio do Boletim Informativo de Vigilância em Saúde – Raiva, elaborado para divulgar informações sobre a doença, prevenção, controle e monitoramento no município.
Situação em Paracatu
Em junho de 2026, um morcego encontrado morto no quintal de uma residência na área urbana de Paracatu foi encaminhado para análise laboratorial e apresentou resultado positivo para raiva. Não houve registro de contato do animal com pessoas ou outros animais, e a situação não foi caracterizada como surto.
Como medida preventiva, a Secretaria Municipal de Saúde realizou um bloqueio vacinal na região do Córrego dos Meninos, abrangendo aproximadamente 2 mil imóveis. A ação incluiu vacinação de cães e gatos, investigação epidemiológica e orientações aos moradores. A mobilização também contemplou áreas próximas, como Centro, Alto do Córrego e Alto do Açude.
Dados da vigilância
Segundo dados da Fundação Ezequiel Dias (Funed), em 2025 foram encaminhadas duas amostras de morcegos para pesquisa de raiva, ambas com resultado negativo. Não houve encaminhamento de amostras de cães, gatos ou primatas não humanos.
Em 2026, até a elaboração do boletim, foram encaminhadas 32 amostras, sendo 31 de morcegos e uma de cão. Entre as amostras de morcegos, uma apresentou resultado positivo para raiva. A amostra de cão teve resultado negativo. Não foram encaminhadas amostras de gatos ou primatas não humanos.Os dados fazem parte do trabalho de vigilância e investigação realizado no município para acompanhar a circulação do vírus e orientar as medidas de prevenção.
Como prevenir
A vacinação anual de cães e gatos é uma das principais formas de prevenção da raiva. A população também deve evitar qualquer contato com morcegos caídos, feridos ou mortos.
Ao encontrar um morcego nessas condições, não toque ou tente removê-lo. Mantenha crianças e animais domésticos afastados e comunique a Vigilância em Saúde pelo WhatsApp (38) 9 9740-3032, para que o recolhimento seja realizado de forma adequada.
Também não é recomendado alimentar ou manipular animais silvestres.
O que fazer em caso de agressão?
Em caso de mordida, arranhadura ou lambedura provocada por um mamífero, o local deve ser lavado imediatamente com água corrente e sabão por cerca de 15 minutos. Depois, a pessoa deve procurar uma Unidade de Saúde o mais rápido possível.
A profilaxia pós-exposição, quando indicada pelo profissional de saúde, é oferecida gratuitamente pelo SUS e pode incluir vacinação e, em situações específicas, soro.
A pessoa deve seguir corretamente as orientações da equipe de saúde e não interromper o esquema de vacinação por conta própria. Em casos envolvendo cães ou gatos, o animal poderá ser observado por 10 dias, conforme orientação dos serviços de saúde e vigilância.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que não se deve esperar o aparecimento de sintomas para procurar atendimento após uma possível exposição à raiva. A prevenção, a vacinação dos animais e a busca rápida por atendimento são fundamentais para evitar a doença.